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Os tratamentos antimicrobianos em alimentos e a saúde humana

O uso prudente de descontaminantes, sanitizantes e outros tratamentos antimicrobianos na produção de alimentos não aumenta a resistência de bactérias que podem prejudicar a saúde humana, de acordo com Institute of Food Technologists (IFT) – EUA.

“Os benefícios dos tratamentos antimicrobianos são numerosos – da saúde dos animais e boas condições das plantações a higienização de equipamentos durante processo.” – disse Michael P. Doyle, Ph.D. do IFT. Substâncias antimicrobianas podem ser provenientes de conservantes que evitam que o alimento se deteriore, dos pesticidas aplicados na plantação ou dos desinfetantes usados nos equipamentos. O uso destes descontaminantes não impactam na resistência das bactérias patogênicas. No entanto, a preferência dos consumidores por minimamente processados aumentou. E a atual demanda por estes vegetais e alimentos livres de conservantes afetou a sobrevivência de bactérias resistentes, devido aos poucos tratamentos antimicrobianos aplicados, facilitando desenvolvimento de patógenos durante processamento. – disse Doyle.

Os antibióticos estão sendo usados há mais de 50 anos para tratar animais, prevenir e controlar doenças infecciosas ou mesmo melhorar o ganho de peso. Estima-se que a quantidade de antibióticos produzida anualmente desde 1975 a 1995 é de aproximadamente 15 milhões de quilos nos EUA. Alguns destaques:

  •  A eliminação de antibióticos na criação de porcos pode aumentar os custos de produção de $2,76 para $6,05 por animal, repassando custos para consumidor final;
  • É estimado que 40.000 doenças em humanos por dia são prevenidas pelo uso contínuo de antibióticos em frangos. Para cada doença causada pelo uso de substâncias antimicrobianas, aproximadamente 4.000 doenças são prevenidas por dia.
  • Nos estabelecimentos de processamento de carnes são usados tratamentos descontaminantes, de forma geral. Na União Européia não é permitido o uso de alguns produtos químicos sanitizantes nestes estabelecimentos.
  • Pesticidas são usados em frutas e vegetais mais constantemente que antibióticos, sendo usados aproximadamente 26.000 ton/ ano nos EUA.

Dessa forma, os produtores e consumidores devem se alertar aos benéficos ou maléficos causados pelo não uso de: antibióticos, conservantes, sanitizantes e outros tratamentos antimicrobianos que podem prevenir o desenvolvimento de bactérias patogênicas.

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