Embalagem com pouco oxigênio

  

            Manter a cor da carne durante toda sua vida útil é um desafio para as indústrias de carnes. Foram testados vários mecanismos com graus variados de sucesso. Um sistema de embalagem com pouco oxigênio e pequenas quantidades de monóxido de carbono (CO) é uma das opções dos varejistas que têm aumentado significantemente nos últimos anos.

            Porém, um fabricante de outra tecnologia competitiva que usa um tipo de extrato que necessita elevado teor de oxigênio para manter a cor vermelha da carne, protestou contra o FDA (Food and Drugs Administration) dos Estados Unidos em 2005. Ao mesmo tempo, foi lançada no mercado uma campanha publicitária agressiva contra a nova tecnologia de embalagens com pouco oxigênio. Este caso transformou-se num estudo notável de interação da ciência, dos aspectos legais e da influência da mídia.

            Examinando o histórico, o sistema de embalagens com pouco oxigênio foi lançada em resposta à crescente demanda do consumidor por produtos com aspecto fresco, prontos para o consumo e empacotados de maneira conveniente, com aspectos sensoriais chamativos. Este sistema de embalagem foi sujeito a um estudo criterioso por agências reguladoras dos Estados Unidos e cientistas de alimentos.

                O FDA tem a competência sobre gases em embalagens, embalagens e aditivos de alimentos. Com evidências apropriadas e estudo, estes gases podem ser aceitos e reconhecidos pelo FDA e nomeado como seguros ou GRAS, Generally Recognized as Safe. Quando uma entidade procura o status GRAS para a substância usada com os produtos cárneos ou aves domésticas, deve notificar o FDA do uso e arquivar uma petição como evidência. Os GRAS e os aditivos de alimentos devem ser igualmente seguros, no entanto os aditivos passam por uma revisão mais longa, pois a base para a determinação de segurança pode não ser aceita na comunidade científica.

          Os produtos cárneos são regulados pelo USDA, mas quando há intervenção do FDA em tecnologias que afetam diretamente os produtos cárneos - como a aceitação de um sistema de embalagens que inclui quantidades minuciosas do carbono monóxido – o USDA revê também o processo para determinar sua adequação. As duas agências se comunicam e trocam informações durante todo o processo, que é inteiramente transparente ao público. Este diálogo ocorreu entre o USDA e o FDA em relação aos pedidos de GRAS para o empacotamento com uso de gás carbônico e pouco oxigênio, que foi aceito.

            Os concorrentes alegam que o produto mesmo após o vencimento continua com a cor vermelha, podendo o consumidor ingerir um alimento não seguro. No entanto, os cientistas alegam que outros aspectos como limo, odor e textura indicam que o produto não está mais fresco, além da própria indicação da validade no rótulo. Até o momento, a tecnologia está aprovada, mas novos estudos estão sendo realizados, devido aos processos dos concorrentes.

 

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